sábado, 11 de abril de 2009

Capítulo 3

FOGO ARDENTE

Chegamos em casa por volta das oito e eu não sabia quanto tempo Charlie demoraria. Mesmo assim, convidei Jacob para entrar. Tranquei as portas com pressa e com medo, como se trancas e um pedaço de madeira fossem capaz de segurar uma vampira sádica. Já estava ofegando de medo quando senti braços quentes me envolverem. Suspirei e voltei a respirar normalmente, me sentindo mais calma, relaxada.

- Obrigada Jake! – Agradeci sinceramente.

- Não se preocupe! Eu sempre estarei te vigiando. Ela não vai te fazer nada, confie em mim! – Beijou minha orelha, meu pescoço. – Ofeguei novamente.

- Obrigada! Mas tome cuidado, não quero perder você. – Me virei para encará-lo e vi que estava confiante.

- Não vai me perder!

Nesse momento ele me puxou pra ele e me beijou e eu correspondi imediatamente. De repente me esqueci da hora, de Charlie, de tudo. Jacob me pegou no colo e subiu comigo. Quando estávamos em meu quarto, ele me colocou no chão e fechou a porta.

- Entregue. – Eu ri e fiquei fitando-o. – E então, posso ficar?

- Que pergunta idiota, é claro que pode! – Sorri e me sentei na cama. – Qualquer coisa você foje.

- Acho que não dá pra esconder meu carro. – Ele piscou e eu suspirei.

- Tem razão. – Bati na cama. – Fique mais um pouco, Charlie não se importaria.

Ele se sentou ao meu lado, me tomou em seus braços e me beijou com calma. Me entreguei a seu beijo, enquanto ele me deitava na cama. Deitou de lado e me virou pra ele, sem quebrar o beijo. Suas mãos grandes de quentes subiam e desciam por minhas costas e eu me prendia a ele pelo pescoço. Nossas pernas se enroscaram e eu arfava. Um milhão de coisas aconteciam ao mesmo tempo e meu corpo pulsava, suava. Era maravilhosa a sensação que Jacob me proporcionava, eu estava entregue e era só dele. Logo o beijo ficou mais intenso e as carícias mais ousadas. Minhas mãos passeavam pela lateral do corpo dele, explorando lugares e formas antes desconhecidas. Toquei a pele quente entre a camiseta e o cós da calça e ofeguei mais uma vez. Enfiei a mão sugestivamente por dentro da peça e fui alisando suas costas, tendo espasmos.

Jacob respondia cada toque meu com suas mãos hábeis. Agora elas desciam até meus joelhos e subiam rapidamente por minhas coxas e bunda. Me apertava e não paravam. Senti quando ele se livrou da camiseta, jogando-a no chão. Eu podia pará-lo, podia impedí-lo, mas eu não queria. Eu não podia, porque eu o desejava tanto quanto ele me desejava. Eu precisava dele ali. Então, como se me ouvisse, ele rolou para cima de mim, apoiado nos cotovelos e me encarava. Seu sorriso me inundou mais uma vez e percebi que ele pedia permissão para continuar. Respondi beijando-o, puxando-o para mim. Ele rapidamente, com uma agilidade impressionante, jogou meu sueter para longe e agora desabotoava minha blusa. Nossos lábios se separam quando ele terminou com os botões. Eu corei quando ele abriu minha blusa e me olhou. Os olhos negros cheios de paixão, de desejo. Ele tocou a pele do meu colo com as pontas dos dedos.

- Bells... isso é tão surreal. – Ele beijava meu rosto, meu queixo, meu colo. – Será que você não vai se arrepender depois? – Minha voz estava falha, mas mesmo assim respondi.

- Nunca Jake! – Era impossível me arrepender. – Sou sua agora, esqueceu! – Eu estava com medo. Medo de não saber o que fazer.

- Não sinta medo meu bem, eu sei tanto disso quanto você! – Alisava meu rosto. – Prometo te amar enquanto eu viver. – Deu um beijo rápido em meus lábios. Eu sorri.

- Tudo bem... – Fechei os olhos e ele voltou a me beijar.

Jacob era ágil e quando abri meus olhos, ele estava nú e eu corei de imediato, mas não conseguia tirar os olhos dele. Ele riu baixo, achando graça da minha reação. Eu ri também, ainda sem graça, e toquei seus braços, dando sinal para que ele continuasse. Logo, sua boca estava explorando meu colo, meus seios por cima do sutiã, minha barriga e parou ali, enquanto seus dedos abriam meu jeans, descendo-o pelas pernas delicadamente. Nem havia reparado que ele tinha se livrado dos meus sapatos. Agora eu vestia apenas lingerie e mesmo fazendo frio, eu suava. A sensação do corpo de Jacob no meu era enlouquecedora, parecia que mais nada existia. Suas mãos disputavam espaço com meu colchão, enquanto ele soltova meu sutiã. Senti meu rosto pegar fogo e logo ele se livrou da peça, tocando meus lábios com os seus. Senti seu peso sobre mim e arfei. Seu membro rijo agora me tocava e me enlouquecia. Eu notava o quanto ele me desejava. Eu não tinha mais nada a perder, Jacob Black agora era meu.

Ele voltou a beijar meu corpo e se livrou da ultima peça de roupa. Eu já não sentia mais vergonha e nem podia. Ele sorria para mim. Meu Sol sorria abertamente. Estava muito feliz e me fazia feliz também. Era tudo perfeito! Nunca imaginei que pudesse ser assim, tão maravilhoso. Então, com uma das mãos Jacob afastou minhas pernas e me olhou nos olhos:

- Bells, amor. Prometo que vou fazer doer o mínimo possível e se eu te machucar, me avise. – Sua testa estava apoiada na minha. – Promete? – Eu assenti e ele sorriu.

Colou seus lábios nos meus novamente e logo eu senti uma pressão no meu corpo. Uma dor tomou conta de mim e eu tentei respirar mais fundo, mas o beijo me impediu. Me agarrei em seus braços com força enquanto ele me invadia lentamente. Logo a dor nauseante deu lugar a uma sensação nova, quente. Eu me sentia inteira de novo, me sentia dele, só dele. Só de Jacob Black, meu menino-lobo. Meu homem-lobo. Tudo ficou escuro e eu arfava de prazer junto com ele. Seu corpo subia de descia, roçando no meu e eu o apertava mais agora. A sensação era deliciosa e eu o beijava loucamente. Puxava seus cabelos querendo-o mais perto. Estávamos em brasa e ele gemia baixo nos meus lábios. Se afastou e me olhou nos olhos demoradamente.

- Te amo Isabella Swan. Te amo mais que minha vida! – Ele sorriu e enterrou o rosto em meus cabelos.

Não podia existir alguém que se sentisse mais completa e perfeita naquele momento. Eu me sentia a pessoa mais maravilhosa do Mundo. As sensações eram idescritiveis e minhas mãos exploravam todo aquele corpo moreno e quente como se fosse a última vez que fosse tocá-lo. Gemiámos num compasso, os dois juntos, ritmados. Jake me fitou por um breve momento e eu pude ver todo desejo em seus olhos negros. Ele aumentou o ritmo das investidas e eu comecei a delirar debaixo dele. Ele voltou a se apoiar nos cotovelos e me olhava passando toda nossa cumplicidade. Senti que não aguentaria mais, pensei que você sair da órbita, que fose entrar em ebulição. Me prendi com força em seu pescoço e colei nossos lábios abafando um gemido mais alto, mais forte e ele pareceu fazer o mesmo. Logo, senti nossos corpos relaxarem e ele saiu de cima de mim, rolando para o lado.

Me puxou pra ele, me aninhando em seus braços. Beijei seu peito e ali fiquei por alguns instantes até que pudesse respirar normalmente. Ele beijou o topo de minha cabeça.

- Você está bem? – Sua voz era rouca, grave.

- Sim! Não! Quero dizer... – Eu sorri. – Estou maravilhosamente bem Jake!

- Ah Bella! Me sinto tão feliz! – Ele afagava meus cabelos.

- Eu também Jake, acredite. – Eu me afastei para olhá-lo. – Eu amo você! – E não era mentira, eu o amava, muito.

- Eu a amo mais, sempre mais! – Ele alisou meu rosto e me beijou brevemente. – Meu bem, eu preciso ir, amanhã temos aula.

- Amanhã posso te pegar na escola?

- Seria ótimo! Vou avisar Charlie! – Estava tão contente parecia quicar de emoção.

- Tá certo! E vê se dorme! Estaremos vigiando. – Ele me deu um beijo rápido e se levantou. – Melhor Charlie não me ver assim. – Ele riu. Rapidamente se vestiu e veio até mim. – Bella, eu te amo e você foi maravilhosa.

- Amo você também Jake! E você foi maravilhoso. – Toquei seu rosto e o beijei até ficar sem ar. – Tchau!

- Tchau! – Ele acenou da porta do meu quarto e sumiu na escuridão. Só tive tempo de ouvir o ronco do motor do Rabbit e me afundei nos travesseiros. Já sentia frio, então puxei o cobertor até a cabeça e logo dormi. Foi uma noite sem pesadelos.

Apenas com lindos sonhos coloridos e intrigantes. Charlie chegou e foi me ver. Respirou aliviado quando acordei naquela manhã sem os gritos de horror de sempre. Ele sorriu.


1 comentários:

Unknown disse...

Pegou fogo mesmo...rs

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